Boccia World Open Poznan 2015

Friday, 19 June 2015

Escrito por Pedro Saraiva

A Polónia está a acolher o Open Mundial de Boccia, Poznan 2015, com a participação de 143 atletas, provenientes de 31 países. A competição de Pares e Equipas que decorreu nos dias 17 e 18 de junho, pautou-se pela grande qualidade de jogo e, com uma enorme alegria, pelo domínio esmagador dos colectivos nacionais.

O par BC4, composto por Domingos Vieira, Pedro Clara e Carla Oliveira, ganhou o seu primeiro jogo por falta de comparência de Macau, bem como o segundo jogo à Hungria (4º do ranking mundial), por 9-0, apurando-se assim em primeiro lugar do grupo. A Grécia, par adversário dos ¼ de final, foi desqualificado deste jogo, devido a procedimentos regulamentares incorrectos, pelo que Portugal passou directamente às ½ finais com a Rússia, opositor muito difícil que os nossos jogadores conseguiram ultrapassar por 3-2,chegando assim à final, cabendo-nos o Canadá como último obstáculo à vitória final.

Jogo certamente memorável para o par português, constituído por jogadores que nunca haviam chegado tão longe na vertente colectiva. Mostrando uma concentração, consistência de jogo e estratégia irrepreensíveis, conseguiram levar de vencido um dos melhores pares mundiais (5º do ranking mundial), pelo resultado de 4-1, mantendo o resultado sempre controlado ao longo de toda a partida.

De realçar que os pares nº 1 e nº 2 do ranking mundial, Brasil e Grã-Bretanha, ficando o Brasil em 3º lugar após vitória sobre a Grã-Bretanha nos ¼ de final, derrota com o Canadá nas ½ finais e vitória sobre a Rússia.

Este 1º lugar, proporciona pontos no ranking mundial, que será actualizado em Agosto, importantíssimos para a qualificação de Portugal para os Jogos do Rio 2016.

O par BC3, composto por José Macedo, Armando Costa e Eunice Raimundo, que nos tem habituado a resultados de excelência, brindou-nos com mais uma brilhante participação. Apesar de ter facilitado um pouco, perdendo o último jogo do grupo com uma Espanha inspirada, após vitórias folgadas sobre os EUA por 14-0 e Rússia por 8-0, qualificou-se para os ¼ de final em 1º lugar, pois a Rússia havia ganho à Espanha.

Cabendo-lhe a França, adversário que já nos havia surpreendido no Open da Póvoa 2014, o jogo foi muito disputado, terminando com a vitória lusa por 3-2. Nas ½ finais, a Suécia claudicou por 4-1, perante a supremacia nacional, Suécia que viria a conquistar o 3º lugar superando a actual nº 1 do ranking mundial, a Grã-Bretanha (4-3).

A grande final foi disputada entre Portugal e Grécia, actual campeã paralímpica, que havia batido nas ½ finais, a Grã-Bretanha. Jogo de nível muito elevado e emocionante até à última bola, terminou como uma vitória para as nossas cores, por 3-2, demonstrando quase os jogadores portugueses continuam a apresentar, para além de uma qualidade técnica e estratégica por todos reconhecida, um espírito competitivo e de equipa fortíssimos.

Finalmente a equipa BC1/BC2 conseguiu duas vitórias sobre a Polónia por 8-3 e Espanha (6º do ranking) por 7-4, qualificando em primeiro lugar para os 1/4 de final, com prestações bastante positivas, mas não isentas de alguns erros ou jogadas menos conseguidas. Nos ¼ de final, levámos de vencida a Eslováquia (4º do ranking) por 4-3, num jogo muito bem conseguido, do ponto de vista estratégico. Nas 1/2 finais encontrámos um Japão super motivado, pois tinham acabado de eliminar a actual nº 1 do ranking (Grã-Bretanha), apresentavam uma qualidade de jogo superior e uma motivação extraordinária. Foi um jogo muito disputado, que acabou por pender para os asiáticos por 8-5. Na disputa do 3º lugar, Portugal venceu com alguma naturalidade a Rússia, por 6-2, terminando este torneio com uma prestação muito positiva. A vitória sorriu ao Japão sobre a Espanha, após desempate, num jogo da mais elevada qualidade, de resultado incerto até à última jogada, dignificando uma vez mais esta maravilhosa modalidade.